sexta-feira, 3 de abril de 2015

Evangelho comentou, «Tu fazes resplandecer esta noite tão santa para a glória da ressurreição do Senhor» (Marcos 16,1-7)

Livro de Êxodo 14,15-31.15,1a. 
Naqueles dias, disse o Senhor a Moisés: «Porque estás a bradar por Mim? Diz aos filhos de Israel que se ponham em marcha. 
E tu ergue a tua vara, estende a mão sobre o mar e divide-o, para que os filhos de Israel entrem nele a pé enxuto. 
Entretanto, vou permitir que se endureça o coração dos egípcios, que hão-de perseguir os filhos de Israel. Manifestarei então a minha glória, triunfando do Faraó, de todo o seu exército, dos seus carros e dos seus cavaleiros. 
Os egípcios reconhecerão que Eu sou o Senhor, quando Eu manifestar a minha glória, vencendo o Faraó, os seus carros e os seus cavaleiros». 
O Anjo de Deus, que seguia à frente do acampamento de Israel, deslocou-se para a retaguarda. A coluna de nuvem que os precedia veio colocar-se atrás do acampamento 
e postou-se entre o campo dos egípcios e o de Israel. A nuvem era tenebrosa de um lado e do outro iluminava a noite, de modo que, durante a noite, não se aproximaram uns dos outros. 
Moisés estendeu a mão sobre o mar e o Senhor fustigou o mar, durante a noite, com um forte vento de leste. O mar secou e as águas dividiram-se. 
Os filhos de Israel penetraram no mar a pé enxuto, enquanto as águas formavam muralha à direita e à esquerda. 
Os egípcios foram atrás deles: todos os cavalos do Faraó, os seus carros e cavaleiros os seguiram pelo mar dentro. 
Na vigília da manhã, o Senhor olhou da coluna de fogo e da nuvem para o acampamento dos egípcios e lançou nele a confusão. 
Bloqueou as rodas dos carros, que dificilmente se podiam mover. Então os egípcios disseram: «Fujamos dos israelitas, que o Senhor combate por eles contra os egípcios». 
O Senhor disse a Moisés: «Estende a mão sobre o mar e as águas precipitar-se-ão sobre os egípcios, sobre os seus carros e os seus cavaleiros». 
Moisés estendeu a mão para o mar e, ao romper da manhã, o mar retomou o seu nível normal, quando os egípcios fugiam na sua direção. E o Senhor precipitou-os no meio do mar. 
As águas refluíram e submergiram os carros, os cavaleiros e todo o exército do Faraó, que tinham entrado no mar, atrás dos filhos de Israel. Nem um só escapou. 
Mas os filhos de Israel tinham andado pelo mar a pé enxuto, enquanto as águas formavam muralha à direita e à esquerda. 
Nesse dia, o Senhor salvou Israel das mãos dos egípcios e Israel viu os egípcios mortos nas praias do mar. 
Viu também o grande poder que o Senhor exercera contra os egípcios, e o povo temeu o Senhor, acreditou n’Ele e em seu servo Moisés. 
Então Moisés e os filhos de Israel cantaram este hino em honra do Senhor: «Cantemos ao Senhor, que fez brilhar a sua glória, precipitou no mar o cavalo e o cavaleiro». 



Livro de Êxodo 15,1b-2.3-4.5-6.17-18. 
«Cantarei ao Senhor que é verdadeiramente grande: 
cavalo e cavaleiro lançou no mar.  
O Senhor é a minha força e a minha proteção: 
a Ele devo a minha liberdade. 
Ele é o meu Deus: eu O exalto; 
Ele é o Deus de meu pai: eu O glorifico. 

O Senhor é um guerreiro, Omnipotente é o seu nome; 
precipitou no mar os carros do Faraó e o seu exército. 
Os seus melhores combatentes afogaram-se 
no Mar Vermelho, 
foram engolidos pelas ondas, caíram como pedra 
no abismo. 

A vossa mão direita, Senhor, revelou a sua força, 
a vossa mão direita, Senhor, destroçou o inimigo. 
Levareis o vosso povo e o plantareis na vossa montanha, 
na morada segura que fizestes, Senhor, 
no santuário que vossas mãos construíram. 
O Senhor reinará pelos séculos dos séculos. 




Carta aos Romanos 6,3-11. 
Irmãos: Todos nós que fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte. 
Fomos sepultados com Ele pelo Batismo na sua morte, para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova. 
Se, na verdade, estamos totalmente unidos a Cristo pela semelhança da sua morte, também o estaremos pela semelhança da sua ressurreição. 
Bem sabemos que o nosso homem velho foi crucificado com Cristo, para que fosse destruído o corpo do pecado e não mais fôssemos escravos dele.
Quem morreu está livre do pecado. 
Se morremos com Cristo, acreditamos que também com Ele viveremos, 
sabendo que, uma vez ressuscitado dos mortos, Cristo já não pode morrer; a morte já não tem domínio sobre Ele. 
Porque na morte que sofreu, Cristo morreu para o pecado de uma vez para sempre; mas a sua vida é uma vida para Deus. 
Assim vós também, considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus, em Cristo Jesus. 



Evangelho segundo S. Marcos 16,1-7. 
Depois de passar o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram aromas para irem embalsamar Jesus. 
E no primeiro dia da semana, partindo muito cedo, chegaram ao sepulcro ao nascer do sol. 
Diziam umas às outras: «Quem nos irá revolver a pedra da entrada do sepulcro?». 
Mas, olhando, viram que a pedra já fora revolvida; e era muito grande. 
Entrando no sepulcro, viram um jovem sentado do lado direito, vestido com uma túnica branca, e ficaram assustadas. 
Mas ele disse-lhes: «Não vos assusteis. Procurais a Jesus de Nazaré, o Crucificado? Ressuscitou: não está aqui. Vede o lugar onde O tinham depositado. 
Agora ide dizer aos seus discípulos e a Pedro que Ele vai adiante de vós para a Galileia. Lá O vereis, como vos disse». 

«Tu fazes resplandecer esta noite tão santa para a glória da ressurreição do Senhor»

Que exulte de alegria no céu a multidão dos anjos! Cantai, servos de Deus, e que retine a trombeta triunfal pela vitória do grande Rei! Regozija-te, ó nossa terra, resplandece numa brilhante luz, porque Ele te tomou na sua claridade e o seu reino dissipou a tua noite! Regozija-te, Igreja nossa mãe, repleta do seu esplendor, e que ressoe a aclamação do povo dos filhos de Deus! [...]

É verdadeiramente justo e bom proclamar a plenos pulmões o teu louvor, Deus invisível, Pai todo-poderoso, e cantar o teu Filho bem amado, Jesus Cristo nosso Senhor. Ele pagou por nós a dívida contraída por Adão nosso pai, e destruiu com o seu sangue a condenação do antigo pecado. Pois aqui está a festa da Páscoa, onde o verdadeiro Cordeiro é imolado por nós. Eis a noite em que Tu tiraste os nossos pais do Egipto, os filhos de Israel, e os fizeste passar o Mar Vermelho a pé enxuto; noite em que o fogo da nuvem luminosa repeliu as trevas do pecado. [...]

Ó noite que nos dás a graça e nos abres a comunhão dos santos; noite na qual Cristo, quebrando os laços da morte, Se elevou vitorioso dos infernos. Feliz culpa de Adão que nos valeu tal Redentor! Ó noite que só pudeste conhecer o momento e a hora na qual Cristo saiu vivo da pousada dos mortos; ó noite da qual está escrito: «a noite como o dia ilumina, a treva em torno de mim torna-se luz para minha alegria» (Sl 138,12) [...] Ó noite bem-aventurada, na qual se regozijam o céu e a terra, na qual se unem o homem e Deus.

Na graça desta noite, acolhe, Pai Santo, o sacrifício vespertino desta chama que a Igreja Te oferece por nossas mãos; permite que este círio pascal, consagrado ao teu nome, arda sem enfraquecer nesta noite, e que ela junte o seu brilho ao das estrelas. Que ele arda ainda quando se elevar o astro da manhã, aquele que não se deita, Cristo ressuscitado vindo dos infernos, que espalha sobre os homens a sua luz e a sua paz. Guarda o teu povo, nós Te pedimos, ó Pai, na alegria destas festas pascais. Por Jesus Cristo, teu Filho nosso Senhor, que pelo poder do Espírito Se elevou dos mortos e que reina junto de Ti pelos séculos dos séculos. Amen!


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