quinta-feira, 2 de julho de 2015

«Pedi [...], procurai [...], batei» Evangelho segundo S. Mateus 7,7-12.


Livro de Ester 14,1.3-5.12-14. 
Naqueles dias, a rainha Ester, tomada de angústia mortal, procurou refúgio no Senhor
e fez esta súplica ao Senhor, Deus de Israel: «Meu Senhor, nosso único Rei, vinde socorrer-me, porque estou só e não tenho outro auxílio senão Vós
e corre perigo a minha vida.
Desde criança, ouvi dizer na minha tribo paterna que Vós, Senhor, escolhestes Israel entre todos os povos e os nossos pais entre os seus antepassados, para serem a vossa herança perpétua, e cumpristes tudo o que lhes tínheis prometido.
Lembrai-Vos de nós, Senhor, e manifestai-Vos no dia da nossa tribulação. Fortalecei-me, Rei dos deuses e Senhor dos poderosos.
Ponde em meus lábios palavras harmoniosas, quando estiver na presença do leão, e mudai o seu coração, para que deteste o nosso inimigo e o arruíne com todos os seus cúmplices.
Livrai-nos com a vossa mão; vinde socorrer-me no meu abandono, porque não tenho ninguém senão Vós, Senhor».



Livro de Salmos 138(137),1-2a.2bc-3.7c-8. 
De todo o coração, Senhor, eu Vos dou graças,
porque ouvistes as palavras da minha boca.
Na presença dos Anjos hei-de cantar-Vos e adorar-Vos,
voltado para o vosso templo santo.

Hei-de louvar o vosso nome pela vossa bondade
e fidelidade,
porque exaltastes acima de tudo o vosso nome
e a vossa promessa.

Quando Vos invoquei, me respondestes,
aumentastes a fortaleza da minha alma.
A vossa mão direita me salvará,
o Senhor completará o que em meu auxílio começou.

Senhor, a vossa bondade é eterna,
não abandoneis a obra das vossas mãos.



Evangelho segundo S. Mateus 7,7-12. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Pedi e dar-se-vos-á, procurai e encontrareis, batei à porta e abrir-se-vos-á.
Porque todo aquele que pede recebe, quem procura encontra e a quem bate à porta abrir-se-á.
Qual de vós dará uma pedra a um filho que lhe pede pão,
ou uma serpente se lhe pedir peixe?
Ora, se vós que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o vosso Pai que está nos Céus as dará àqueles que Lhas pedem!
Tudo quanto quiserdes que os homens vos façam fazei-o também a eles, pois nisto consiste a Lei e os Profetas.

«Pedi [...], procurai [...], batei»

Quando a súplica é dirigida a um homem, deve primeiro expressar o desejo e a necessidade de quem pede. Tem também por objectivo afrouxar o coração daquele a quem se pede, até o fazer ceder. Ora, estas duas coisas não têm razão de ser quando a súplica é dirigida a Deus. Ao rezar, não temos de nos preocupar em manifestar os nossos desejos ou as nossas necessidades a Deus: Ele sabe tudo (Mt 6,8). [...] Se a oração é necessária ao homem para obter os benefícios de Deus, é porque exerce sobre aquele que reza uma influência que o leva a considerar a sua própria pobreza e lhe inclina o coração a desejar com fervor e espírito filial o que espera obter com a oração. Torna-o assim capaz de o receber. [...]


Pedir a Deus torna-nos imediatamente familiarizados com Deus, porque a nossa alma se eleva em direcção a Ele, fala carinhosamente com Ele, e adora-O em espírito e verdade (Jo 4,23). E assim, nesta amizade familiar com Deus que a oração produz, abre-se o caminho para uma oração ainda mais confiante. É por isso que está dito no Salmo: «Eu clamei», isto é, orei com confiança, «porque Tu me respondeste, meu Deus» (16,6). Recebido na intimidade de Deus através de uma primeira oração, o salmista ora em seguida com maior confiança. E é por isso que, na petição dirigida a Deus, a assiduidade ou insistência no pedido não é importuna. Pelo contrário, é agradável a Deus, porque «é necessário rezar sempre», diz o Evangelho, «sem nunca desistir» (Lc 18,1). E noutro sítio o Senhor convida-nos a pedir: «Pedi e dar-se-vos-á», diz, «batei e abrir-se-vos-á.»


Um comentário:

  1. Que Deus os abençoe pela iniciativa,
    parabéns pela determinação em levar a palavra de Deus, com amor e dedicação.
    A paz do senhor Jesus Cristo, seja com todos.

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