sexta-feira, 14 de agosto de 2015

A arca da Nova Aliança entra no Templo celeste (1Rs 8; Ap 11,19) Evangelho segundo S. Lucas 1,39-56.



Livro do Apocalipse 11,19a.12,1-6a.10ab.

O templo de Deus abriu-se no Céu e a arca da aliança foi vista no seu templo.
Apareceu no Céu um sinal grandioso: uma mulher revestida de sol, com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça.
Estava para ser mãe e gritava com as dores e ânsias da maternidade.
E apareceu no Céu outro sinal: um enorme dragão cor de fogo, com sete cabeças e dez chifres e nas cabeças sete diademas.
A cauda arrastava um terço das estrelas do céu e lançou-as sobre a terra. O dragão colocou-se diante da mulher que estava para ser mãe, para lhe devorar o filho, logo que nascesse.
Ela teve um filho varão, que há-de reger todas as nações com cetro de ferro. O filho foi levado para junto de Deus e do seu trono
e a mulher fugiu para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um lugar.
E ouvi uma voz poderosa que clamava no Céu:
«Agora chegou a salvação, o poder e a realeza do nosso Deus e o domínio do seu Ungido».



Livro de Salmos 45(44),10bc.11.12ab.16. 

Ao teu encontro vêm filhas de reis,
à tua direita está a rainha ornada com ouro de Ofir.
Ouve, minha filha, vê e presta atenção,
esquece o teu povo e a casa de teu pai.

Porque o rei deixou-se prender pela tua beleza;
Ele é agora o teu Senhor: rende-Lhe homenagem!
Cheias de entusiasmo e alegria,
entram no palácio do Rei.




1ª Carta aos Coríntios 15,20-26.

Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram.
Uma vez que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos;
porque, do mesmo modo que em Adão todos morreram, assim também em Cristo serão todos restituídos à vida.
Cada qual, porém, na sua ordem: primeiro, Cristo, como primícias; a seguir, os que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda.
Depois será o fim, quando Cristo entregar o reino a Deus seu Pai depois de ter aniquilado toda a soberania, autoridade e poder.
É necessário que Ele reine, até que tenha posto todos os inimigos debaixo dos seus pés.
E o último inimigo a ser aniquilado é a morte,





Evangelho segundo S. Lucas 1,39-56. 

Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direção a uma cidade de Judá.
Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel.
Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Santo e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.
Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?
Na verdade, logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio.
Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor».
Maria disse então:
«A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador,
porque pôs os olhos na humildade da sua serva: de hoje em diante me chamarão bem- aventurada todas as gerações.
O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas: Santo é o seu nome.
A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem.
Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos.
Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes.
Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias.
Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia,
como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência para sempre».
Maria ficou junto de Isabel cerca de três meses e depois regressou a sua casa.

A arca da Nova Aliança entra no Templo celeste (1Rs 8; Ap 11,19)

Hoje, a arca santa e viva do Deus vivo, aquela cujo seio tinha trazido o seu próprio Criador, repousa no templo do Senhor, que não foi construído pela mão do homem. David, seu antepassado e parente de Deus, dança de alegria (2Sam 7,14); os anjos dançam em coro, os arcanjos aplaudem e as potestades dos céus cantam a sua glória. [...]

Como poderia aquela que para todos fez brotar a verdadeira vida cair em poder da morte? Na verdade, como filha do velho Adão, Ela submeteu-se à sentença que foi declarada contra ele, porque nem o seu Filho, que é a Vida verdadeira, dela quis excluir-Se; mas, como Mãe do Deus vivo, é justo que seja elevada até Ele. [...]

A arca da Nova Aliança entra no templo celeste (1Rs 8; Ap 11,19). Como poderia aquela que recebeu em si a própria Vida, sem princípio nem fim, deixar de permanecer viva por toda a eternidade? Os primeiros pais da nossa raça mortal, embriagados com o vinho da desobediência [...], com o espírito pesado por causa da intemperança do pecado, adormeceram no sono da morte; o Senhor expulsou-os e exilou-os do paraíso do Éden. Mas como poderia o paraíso deixar de receber, deixar de abrir alegremente as suas portas àquela que não cometeu pecado e que deu à luz o Filho da obediência a Deus e ao Pai? [...] Uma vez que Cristo, que é a Vida e a Verdade, disse: «Onde Eu estiver, aí estará também o meu servo» (Jo 12,26), como era possível que, por maioria de razão, sua Mãe não partilhasse a sua morada? [...]

Portanto, «que os céus rejubilem», que todos os anjos a aclamem. «Que a terra exulte» (Sl 95, 11), que os homens estremeçam de alegria. Que nos ares ressoem cantos de júbilo; que a noite afaste as sua trevas e o seu manto de luto. [...] Porque a cidade viva do Senhor, Deus dos exércitos, foi exaltada. Ao santuário de Sião os reis trazem presentes inestimáveis (Sl 67,30); e aqueles que Cristo estabeleceu como príncipes de toda a terra, os apóstolos, escoltam a Mãe de Deus, a sempre virgem, até à Jerusalém do céu, que é livre e nossa mãe (Gal 4,26).



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